Os números divulgados nesta quarta-feira (9) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) mostram que os preços dos alimentos e da gasolina foram os principais responsáveis pela carestia que vem retirando o poder de compra dos brasileiros. A inflação do país, medida pelo IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), ficou em 0,24% em agosto, o maior índice para o mês desde 2016.

Em relação a julho (0,36%), houve uma pequena desaceleração. Em 2020, a inflação registra alta de 0,70%, e, nos últimos 12 meses, de 2,44%.

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Nas redes sociais e no bolso dos cariocas, tem repercutido bastante a alta no preço do arroz. Em alguns locais, o pacote de 5kg do produto chega a custar o dobro do preço habitual.

“O arroz acumula alta de 19,25% no ano e o feijão, dependendo do tipo e da região, já tem inflação acima dos 30%. O feijão preto, muito consumido no Rio de Janeiro, acumula alta de 28,92% no ano e o feijão carioca, de 12,12%”, destaca Pedro Kislanov, gerente da pesquisa conduzida pelo IBGE.

Cesta básica fica mais cara

Levando em conta os últimos 12 meses, os itens alimentícios que compõem a cesta básica do brasileiro tiveram um aumento de 20%. Alguns fatores ajudam a explicar essa escalada de preços: com o real desvalorizado em relação ao dólar, tornou-se mais lucrativo para os agricultores brasileiros exportar a produção para outros países, recebendo o pagamento em dólar. Para manter os alimentos aqui, as empresas nacionais acabam pagando mais caro, e o preço é transferido para o consumidor.

Além disso, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) aponta que houve uma redução de área plantada no Brasil nas últimas duas safras, uma consequência das baixas rentabilidades identificadas nos últimos anos. 

Em resposta à disparada da inflação dos alimentos, o governo federal descartou o tabelamento de preços e determinou que, até o fim do ano, 400 mil toneladas de arroz poderão ser importadas sem imposto. A expectativa do governo é que a medida ajude a reduzir o preço dos produtos nas gôndolas dos mercados.

Mercados do Rio já limitam compras

Como a alta do dólar leva os produtores a optarem preferencialmente pela exportação, alguns mercados temem que haja desabastecimento. No Rio, a rede de supermercados e hipermercados Extra já limita a compra a 10kg de arroz e cinco unidades de óleo de soja por cliente. No Prezunic, cada cliente pode comprar até 5 unidades de óleo de soja, 10 pacotes de 1kg de arroz ou até cinco pacotes de 5kg. As duas redes alegam que tomaram essa atitude para garantir a disponibilidade dos produtos.

Procon estadual faz levantamento de preços

As reclamações de consumidores sobre os preços de itens da cesta básica, como arroz e óleo de soja, levaram o Procon Estadual do Rio de Janeiro a iniciar, nesta semana, uma pesquisa de preços nos supermercados do estado. Em nível nacional, a Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), ligada ao Ministério da Justiça, notificou dez cooperativas de produtores de alimentos e 21 redes de supermercados para que elas possam explicar o aumento dos preços.

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